Dervixes Dançantes

Dervixes – Capadócia

Mevlana, grande filósofo, foi o fundador da seita místico-religiosa dos Dervixes Dançantes que ainda hoje constitui uma das mais altas expressões do folclore e da tradição turca.

É uma cerimônia de dança-meditação, que consiste em uma dança masculina girando no sentido anti- horário usando um chapéu que parece um grande dedal e acompanhada por música de tambores e flautas.

Os dervixes vestidos com túnicas brancas cobertas de capas negras giram ao redor da sala por três vezes; os três giros representam as três causas que levam a Deus: a via da ciência, a via da Intuição e a via do Amor. Lentamente começam a girar a mão direita levantada com a palma virada para o céu para receberem a Graça; a mão esquerda mais baixa e com a palma virada para o chão para transmitir essa Graça ao mundo e a União com a Realidade Suprema.

Os dançarinos giram em torno do próprio eixo, simbolizando a ascendência espiritual para a verdade, acompanhados pelo amor e liberados do ego. Os giros quase em estado de transe dos homens transmitem uma experiência mística para o espectador.

Podem ser chamados de: Dervixes Dançantes, Mevleví ou Rodopiantes que foi fundada pelos discípulos do grande poeta Sufí Jalal al-Din Muhammad Rumi no século XIII, na cidade turca de Konya. A palavra dervixe vem do persa e significa mendigo, ou mendigo religioso,  se refere a um muçulmano asceta que foi praticante da renúncia do prazer e satisfação de algumas necessidades primárias, com o fim de atingir a iluminação espiritual, do segmento sufista – tendência exotérica e mística do Islã. Um dervixe é um monge muçulmano, que geralmente leva uma vida nômade de sacrifícios, fazendo votos de pobreza, humildade e castidade, vivendo de esmolas.

Os dançarinos alcançam o êxtase místico (uaÿd) em virtude da dança (“sema”), símbolo da dança dos planetas, é a oração em movimento, em que os fiéis podem girar por horas entrando em êxtase profundo, pois acredita-se que os liberta da dor da vida diária, purificando a alma e a enchendo com amor. No Oriente Médio acredita-se que quando eles estão nesse êxtase o corpo deles fica aberto para receber a energia divina, sendo assim os sultões turcos sempre consultavam os Dervixes em tempos difíceis, pois a dança  gerava um efeito relaxante e hipnótico no qual os sultões podiam buscar orientações.

A Sema, com a cerimônia de Mevlevi foi proclamada em 2005 e registrada em 2008 na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.

Durante essa cerimônia acredita-se que o poder divino entra pela palma da mão direita do dervixe, apontada para cima, passa pelo corpo e sai pela palma da mão esquerda, apontada para baixo, em direção à terra. Eles não retém o poder nem o direciona, apenas aceitam que é o instrumento de Deus.

O centro de sua religião era a cidade de Konya , na Turquia, que atualmente abriga os restos mortais de Mevlana Celalettin Rumi, poeta místico e de seu filho Sultão Veled, em uma mesquita que foi convertida em museu o Tekke de Mevlana, antigo convento dos Dervixes Dançantes.

A ordem Mevlevi foi banida na Turquia por Kemal Ataturk em 1923, mas por volta de 1950 o governo percebeu que a dança dervixe era uma atração turística e permitiu a volta da realização da cerimônia dos dervixes em Konya, no aniversário da morte de Rumi.

Se tornando uma atração turística, hoje os dervixes se apresentam regularmente em alguns locais, incluindo festivais de música no estrangeiro.

Existem várias cerimônias de sufis, com características distintas entre si, mas sempre tendo por crença o crescimento interior como forma de integração com o Criador. Dizem que, enquanto um islâmico comum pode orar a Deus por obrigação, o sufi tem por objetivo unir-se a Ele.

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Katia

Kátia Ribeiro - Luxury Concierge, assessora em viagens exclusivas pelo mundo.

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